15/04/2015

NA PELE DA MODA




Assim como eu, posso afirmar que uma grande parte da população feminina sonha ou já sonhou em trabalhar com moda, em algum momento da vida. Mas o que muita gente não sabe, ou finge não saber, é que essa vida deslumbrante de roupas, calçados, viagens e glamour está muito longe de ser perfeita.

Todos os dias ficamos diante de diversas vitrines e nunca paramos para nos perguntar como são feitas cada peça ali expostas. Cada acessório que usamos para compor o famoso ‘look do dia’ custou, em alguma parte do mundo, o esforço de alguém e, na maioria das vezes, esse esforço vem acompanhado de lágrimas e sofrimentos. Só aqui no Brasil há milhares de escândalos ligados a marcas conhecidas que, lamentavelmente, ainda fazem uso de trabalho mal remunerado e que desprezam garantias fundamentais aos direitos humanos de funcionários. Uma realidade que deveria chocar toda a população, mas, infelizmente, o número de pessoas que ignora esse problema é infinitamente maior ao dos que tentam trazer isso a tona.

O Aftenposten, principal jornal da Noruega, produziu um reality para abordar o tema e explanar o cotidiano de pessoas que, literalmente, são escravos da moda. Sweatshop, Deadly Fashion, é o programa onde três jovens blogueiros de moda passaram um mês no Camboja, e não só dormiram em casas de famílias locais, mas também trabalharam em fábricas têxteis. Anniken Jørgensen, Frida Ottesen e Ludvig Hambro se depararam com a terrível vida de milhares de trabalhadores de países pobres que fabricam as roupas que vemos nas vitrines e eles noticiavam em seus blogs. Puderam sentir na pele o que é realmente ser um profissional da moda. 



O reality show é originalmente em norueguês, mas é possível assisti-lo em episódios com legendas em inglês e também em espanhol




Vale o clique. Beijo, beijo, Laís.


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